Entrevista com Autores - Antologia Um amor para chamar de meu

Atualizado: 10 de Out de 2020


Olá, Família Lettre!


Hoje vamos mostrar para vocês uma entrevista que fizemos com os autores do nosso último lançamento, a antologia “Um amor para chamar de meu”. Infelizmente, para não ficar uma coisa muito extensa, não colocaremos aqui todas as respostas que recebemos, mas esperamos que vocês gostem das que selecionamos para cada pergunta. Vamos nessa?


1- Como você teve a ideia de escrever seu conto?

A Fabiane (“O motoqueiro na noite chuvosa”) respondeu que seu conto foi inspirado na noite em que conheceu o namorado, e que a história possui pitadas de realidade e de ficção. Lindo, não?

A resposta do Pedro (“Beijo estrelar ou dia de sorte?”) também foi muito boa. Ele nos conta que teve a ideia de escrever depois que viu uma garota em meio a um temporal em Belo Horizonte. Ela parecia estar tendo um dia péssimo e o autor se perguntou qual seria a história dela.

Já a Alice (“Por muito pouco”) se sentiu inspirada enquanto assistia um documentário sobre surfistas no Canal Off! Ela conta que, no intervalo do programa, escreveu o conto no celular mesmo e que ele nasceu assim, direto, sem revisão ou releitura.


2- Como é o seu processo de escrita?

A Thalita (“Todo mundo quer cheirar”) tem um longo processo de escrita, com diversas etapas, inclusive xingar (quem nunca, né?): “Tenho a ideia, rabisco, pesquiso, tento traduzir o que os rabiscos querem dizer, elaboro a estrutura (eu gosto muito do efeito espelho, de tramas que completem um ciclo e de estruturas que reflitam o tema), reescrevo, reviso, reviso, reviso, xingo, reviso, dou um tempo, reviso.

A Ana Caroline (“Nosso entardecer”), por outro lado, disse que depende um pouco, seja das ideias que do desenvolvimento que cada história pede. Há contos que estão intimamente ligados à sua própria história e que quando ela senta para escrever, logo fica pronto. Mas há histórias mais complexas, em que ela precisa de músicas e filmes na mesma temática para conseguir dar continuidade e não se perder nos próprios pensamentos.

E a Bethânia (“Seu amor de anjo”) explicou que o processo dela é baseado em alguns estudo religiosos e esotéricos. E isso super combina com o conto dela!


3- O que você achou mais difícil ao escrever o conto?

Para a Laís (“Antigo sonho, novo amor”) — e também para outros autores dessa Antologia — o mais difícil foi o tamanho. Ela nos contou que deve ter escrito umas três versões antes de encontrar um início, meio e fim que a agradassem. Além disso, ela disse que esse tipo de narrativa, em que não há muito espaço para desenvolver a história, é preciso ser mais objetivo, o que é um problema para quem escreve muito como ela.

A Tati (“A língua do amor”) respondeu que foi difícil não falar besteira e que teve de tomar muito cuidado, já que em seu conto ela aborda o universo surdo, do qual não faz parte.

E para a Tainara (“Encontro Gelato”) foi difícil atualizar o conto para a sua dinâmica de escrita atual. Isso porque o contos foi escrito em 2013! Ela também nos contou sobre a dificuldade de torná-lo uma história de amor platônico não tão clichê. E ela conseguiu muito bem, apesar de achar o contrário.


4- Como você se sentiu ao concluir o conto?

Como esperado, foi quase unanimidade a sensação de felicidade ou de “dever cumprido” de nossos autores. Ainda assim, gostaríamos de destacar algumas respostas.

A Ana Caroline (“Nosso entardecer”), por exemplo, mencionou que se sentiu grata e em paz, por ter conseguido traduzir ideias que até então não faziam sentido, mas que caíram muito bem no conto.

O Pedro (“Beijo estrelar ou dia de sorte?”) se sentiu realizado e disse que gostou de poder vivenciar a Cora, o Paco e os demais personagens da história.

A Laís (“Antigo sonho, novo amor”) também se sentiu realizada, mas por não saber se o conto estava bom ou não (spoiler: está ótimo!). Ainda assim, ela sentiu que conseguiu passar o que queria no conto, mesmo com o famigerado limite de caracteres.


5- E quando lançou a Antologia, como você definiria seus sentimentos e emoções?

Claro que não poderíamos deixar de contar para vocês que a Tati (“A língua do amor”), organizadora da Antologia, estava super ansiosa pelo lançamento da mesma e praticamente saiu pulando pela casa e contando para todo mundo a novidade. Mas a animação dos outros autores não foi menor não!

O coração da Bethânia (“Seu amor de anjo”) também foi a mil e ela disse que se sentiu muito realizada.

“Realização”, aliás, foi a palavra que a autora Alice (“Por muito pouco”) usou para definir a sua resposta, em que ela falava da felicidade de ler algo seu em um trabalho pronto.

O Cesar (“Baile de máscaras”) também mencionou como é gratificante ler as palavras de outros escritores, além de poder imaginar as reações dos leitores.


6- Você tem alguma dica para autores iniciantes?