Entrevista com os autores da antologia "Loucuras de verão"



Se você ainda não sabe, o primeiro lançamento da Editora Lettre, em 2021, será a antologia "Loucuras de Verão", uma antologia 100% gratuita e com classificação indicativa livre, que estará disponível em nosso site até o final desta semana!


E para te deixar com ainda mais vontade de conhecer essa obra maravilhosa, aqui vai uma entrevista que fizemos com alguns dos autores. Para não ficar muito extenso, porém, selecionamos e mencionamos apenas algumas das respostas em cada pergunta. Boa leitura!

1. Como foi a experiência de escrever o conto que está nesta antologia?

"Incrível" e "leve" foram duas palavras que aparecem em quase todas as respostas! O Evandro Barbosa ("Quem tem medo de golfinho, sô?") ainda comenta que deu boas risadas escrevendo a história (pelo título, já dá até para imaginar!). O Abraão Nóbrega ("Amor à primeira vista") e a Laís Vilela ("O agridoce da água salgada") destacaram, ainda, a oportunidade de poder escrever sobre boas sensações e sentimentos. Já o Edgar Henrique ("Dias quentes de verão") define a experiência como "fantástica", pois, além de tudo, este foi seu primeiro conto aceito para publicação e ele ficou feliz com o reconhecimento dado à sua escrita. Para a Carolina Mantovani ("Uma semana de gelato e amor") a experiência foi quase cômica (palavras da autora!).


2. Houve alguma dificuldade na escrita deste conto? Qual?

A Lara Machado ("Paixão de verão"), a Andressa Barbosa ("Uma viagem inesquecível") e o Edgar Henrique ("Dias quentes de verão") não tiveram grandes dificuldades. Já o George L. L. Gomes ("Amor de verão") teve o clássico problema: escrever pouco. E o Rubem Gleison ("Amor no Araguaia") fez um comentário muito interessante: "não houve dificuldade, mas aprendizagem. Descobri, por exemplo, que meu celular não tem travessão (sorri disso) e que as falas eram marcadas com hífen. (...) Agora, quando escrevo novos contos, copio o travessão no Google e distribuo pelo texto". Vivendo e aprendendo! Já para a Karine Dias Oliveira ("Praiana") o desafio foi escrever uma história que conseguisse manter um vínculo entre a personagem principal e o público, nos fazendo embarcar nessa viagem. Depois, leitor, não esquece de vir nos contar se ela conseguiu, hein!? Para a Daniela Maria da Silva ("No teu abraço") a dificuldade foi em passar o sentimento que ela gostaria de transmitir. Mais um feedback que fica a seu encargo, leitor!


3. Você tem um processo de escrita para os seus textos?

Para esta pergunta, respostas bem variadas, como era de se esperar. Destacamos, porém, a resposta da Karine Dias Oliveira ("Praiana"), que parte de palavras-chave, da memória e também da escuta, além de se colocar no lugar do leitor. A Regiane Folter ("Uma caminhada à luz das estrelas") divide o seu processo em três fases: brainstorming, edição da maçaroca de ideias (palavras da autora!) e, por fim, uma revisão final, após deixar o texto "descansando" por alguns dias (essa dica, aliás, é muito útil e importante para autores). Este é um processo semelhante ao da Daniela Maria da Silva ("No teu abraço"), que, contudo, o explica de outra maneira, comparando o início a uma semente, que pode florescer de maneira bem diferente daquela pensada inicialmente e que, por isso, é preciso (re)avaliar a melhor forma de cultivá-la. Os itens citados por essas três autoras, de uma forma ou de outra, aparecem nas respostas dos outros entrevistados.


4. Você já participou de outras antologias ou essa é a primeira?

A maioria dos autores respondeu que já participou de outras antologias, o que nos deixa bem felizes! O Rubem Gleison ("Amor no Araguaia") participou de uma sobre pandemia; o Abraão Nóbrega ("Amor à primeira vista") participou da antologia poética da Editora Vivara, em 2019, com um poema chamado “O beijo”. E em 2020 ele foi organizador da antologia "Sentimentos Poéticos", pela LN Editorial, publicando dois contos: "Ode à preguiça" e "Ferramenta". Ainda em 2020, ele foi selecionado pela Mirenax Produções para participar do livro "Crônicas de Quarentena", previsto para sair em julho de 2021, com o texto "Visitantes Inesperados". A Regiane Folter ("Uma caminhada à luz das estrelas"), ano passado, fez parte da antologia de ficção científica "Alma Artificial", da editora Cartola, e também do projeto "Seguir o Sol", da editora Psiu. E a Daniela Maria da Silva ("No teu abraço") é autora aqui da casa, com o conto "Lady Jack", na antologia "Serial Killer: a verdadeira face do mal" (conto muito elogiado, por sinal). Mas também há autores, como a Carolina Mantovani ("Uma semana de gelato e amor"), que estão publicando pela primeira vez e estão empolgadíssimos com isso!


5. Como você definiria seus sentimentos e emoções com relação ao lançamento desta antologia?

"Felicidade", "empolgação" e "ansiedade" foram as palavras campeãs por aqui. A Andressa Barbosa ("Uma viagem inesquecível") revelou que esse conto tem um lugar especial no coração dela por ser baseado em fatos reais. Agora todo mundo vai querer ler o conto da Andressa, né? A Lara Machado ("Paixão de verão") disse que este é um sonho tornando-se realidade e que, por isso, o coração dela transborda uma mistura de todos os sentimentos bons possíveis. Como a gente lida com tanto amor? Por fim, a Laís Vilela ("O agridoce da água salgada") mencionou que "É maravilhoso ver todo o trabalho da equipe da Lettre, dos demais escritores, se tornando real e acessível aos leitores". Do jeitinho que a gente gosta!


6. Por que você resolveu participar desta (ou de outras) antologias?

A resposta da Karine Dias Oliveira ("Praiana") é inspiradora: "Amo escrever e compartilhar sentimentos, vivências, fantasias... é algo maravilhoso. Encontro nessas participações e publicações as oportunidades para atingir a diversidade, além de ser o meu refúgio e a minha paz". Outra resposta extremamente interessante foi a do George L. L. Gomes ("Amor de verão"): "Foi um desafio pessoal. Estou em um momento de me assumir como escritor e abrir as portas do armário onde os meus textos estão há muito tempo escondidos! Esbarrei no edital da antologia por acaso e a proposta me animou bastante, então resolvi arriscar. Foi o meu primeiro passo". Além disso, vários autores — como foi o caso do Edgar Henrique ("Dias quentes de verão") — mencionaram o